quinta-feira, outubro 28, 2010

- O novo lar

A casa é razoavelmente grande. No último andar temos um quarto-salão muito comum por aqui. Alguns usam como sótão, alguns como escritório e alguns como quarto mesmo. É o maior cômodo, e tem aquele teto inclinado acompanhando o formato do telhado. Em Coburg, bati a cabeca algumas vezes pra deixar de ser prego. Em suma, tem espaço pra todo mundo!
Achei a casa em Ingolstadt muito isolada e fantasmagórica. Você olha lá de cima e vê aquela área enorme em volta dela e pensa: ninguém vê nada se alguém entrar aqui. Não existem muros, o portão é simbólico e não tem iluminação nas ruas. O parque que fica no início da nossa rua não tem um poste de luz (Bem, agora já tem dois.), você vê todos os vaga-lumes! Como a eletricidade é cara, ninguém deixa luz acesa fora de casa. Por mais que ninguém se apavore, gato escaldado, sim. O melhor de Ingolstadt é estar no meio das cidades maiores, como Regensburg, Augsburg, Nuremberg e Munique. De trem, em uns 45 minutos você chega em qualquer uma delas. Muita gente faz isso: mora em Ingolstadt e trabalha nas outras por causa dos preços. Morar em Munique, por exemplo, é quase impossível. Por ser sede da Audi, Ingolstadt recebe muita gente trabalhando aqui também. A estação de trem principal está sempre enfileirando carros da fábrica e aquele barulho do ‘encaixe’ dos vagões é super agradável. Também há um grande escoamento de soldados por causa da base militar que temos aqui.
No domingo,fui dar minha primeira volta depressiva num lugar onde nada abre aos domingos, nem os restaurantes. Avistamos uma agência do Santander (que ainda não entendi) e uma loja de sapatos de marcas brasileiras. Depois de muito andar e com muita fome, achamos uma Gasthaus de comida espanhola e foi lá mesmo que resolvi ficar. Pedi o pedido mais seguro de todos: frango com batata, pra depois de muito esperar perceber que colocaram cerveja no tempero do meu frango. Fiquei muito puta!

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