quinta-feira, outubro 28, 2010

23.08.2010 - Enfim... Vienaaaaaa!

Ai, o que é estar no carro com o Marido reclamando o percurso inteiro? O combinado era que eles revezariam a direção a cada duas horas pra não ficar muito cansativo pra ninguém. O sol escolheu justo aquele dia pra lascar a gente e foi um dos dias mais quentes do verão! Minha Sogra tinha empacotado um desses engradados de supermercado, sabe, cheio de comida “pra viagi” pra gente não perder tempo (nem dinheiro!) em restaurante. Eram dois carros, mas o carro dos pais do Marido estava abarrotado de mala e quinquilharia e só os bancos da frente podiam ser usados. Então, fomos eu e Marido no carro abarrotado e o resto da família no Audi, né, com ar condicionado. A idéia era seguir a Irmã1 porque o carro dela tem navegação GPS. Aí, foi o que foi. Segundo o navegador da Irmã1, ela teria que sair da auto-estrada e seguir pelas vilas. Marido fez o escarcéu dizendo que o GPS era um idiota e a Irmã1 uma idiota maior ainda porque não sabia que ir por dentro das vilas era uma merda por causa das curvas sinuosas e dos caminhões que lotam as vias por causa das fazendas. Ninguém lembrou de mencionar que, por dentro das vilas, o mundo fede a merda e eu tava quase sufocando dentro do carro quente. Era morrer de fedor ou de calor! Aí, toca a tentar ligar pra eles no carro da frente mas, claro, dentro das vilas o celular não pegava! Quando finalmente conseguimos contato com o carro da frente, já era muito tarde pra voltar e então seguimos pelas vilas mesmo até encontrar outra saída pra auto-estrada. Conforme a gente seguia mais e mais pro sul a paisagem já ia mudando. Essas coisas são curiosas, né. Já existe um ar de “diferente”. Auto-estrada é um saco porque você mal vê as coisas e tudo só começa a ficar mais paisagístico quando chegamos ao Vale do Danúbio, em Passau. Passau é uma daquelas cidades encrustradas nos vales e parece até brinquedo. Cartão-postal!
Em Passau, fizemos uma parada pra usar o sanitário (Meu Sogro, não, porque pra ele tudo é caro. Ele usa as biroscas sem vaso pros caminhoneiros na beira da estrada!). Eu fico passada com os sanitários públicos daqui. É muito high-tech! Tava eu lá fazendo meu pipi e aí a descarga tem um sensor e, quando você levanta, ela já é acionada pelo seu movimento, né. Como se não bastasse o susto da descarga “se dar” sozinha, sai um braço mecânico da parede que vai rotacionando a tampa do vaso enquanto limpa e desinfeta com sprays. Na saída, o Marido pergunta: “Você não pegou seu cupom?” “Que cupom?” “O cupom que dá desconto de €0,50 no café?” Aí já era informação demais pra mim! Mais uma parada pra comer debaixo do sol e depois mais uma pra comprar o ticket do pedágio pra atravessar a fronteira, que é liberada pra quem vem da Alemanha. Você passa por um pedágio como o que se tem na Ponte Rio-Niterói e nada mais. Estrada, estrada, estrada, estrada, calor, calor, calor, calor... Seis horas depois, enfim Viena!
Como qualquer outra entrada de cidade pela auto-estrada, não havia nada de especial. Àquela altura eu só queria chegar, tomar banho, comer algo decente... Pra achar o hotel ainda precisamos de um pouco mais de paciência porque ele fica no alto do morro e aí tem que subir aquelas ruas estreitas e sinuosas e dividir a rua com outros veículos como tratores, por exemplo. Era segunda-feira e todo mundo trabalhando a mil. A impressão que dava era que o mundo era um grande canteiro de obras. Aí, toca a subir o morro e subir e subir, passamos pelo Palácio Wilhelminenberg e fizemos a piadinha “Pô, bem que a gente podia ficar aqui, hein!” e continuamos a subir e subir... mas era lá mesmo! Voltamos a descer e descer e finalmente entramos no palácio achando que íamos nos hospedar naquele luxo todo pra descobrir que o albergue ficava nos fundos. Tudo bem. Emoção curta é melhor que emoção nenhuma! Mesmo porque os dois trabalham em conjunto, a vista é a mesma e os gramados também. Só muda o público. Quem tem Audi fica no albergue. No palácio, só Lamborguini.
Eu já tava podre de cansada, mas ainda tínhamos que sair pra comprar água e alguma coisa mais “comidável”. Eu não agüentava mais pão e biscoito. Que ilusão! Àquela hora já não se achava mais nada decente pra comer (pro nosso poder aquisitivo) e eu seria apresentada a um dos meus maiores problemas da semana: a água pra beber. Puta que los pariu os austríacos, que eles não bebem água sem gás naquela merda! Foi um sacrifício pra achar água sem gás (Porque eu AMEACEI o Marido de beber água da torneira do banheiro mesmo!) e, quando achamos, era mais caro. Mesmo assim, ainda tinha um gosto estranho, levemente azinhavre. Eu achei que fosse um problema só dos mercados, mas não é não. Eles acham esquisito quando você pede água sem gás e os restaurantes também quase nunca têm! Gente mais estranha! Depois de comer mais pão e tomar água salobra, fui é dormir. Puta que pariu!

3 comentários:

Anônimo disse...

Mari:teve uma coisa que não entendi (se bem q não entendo muito de carros...kkkkkkkkkkk):o Audi aí é muito popular?
Beijokas,
Jú Gata

Anônimo disse...

Imagina eu em um lugar só com água com gás...Ia morrer...Com certeza ia encarar a água da torneira...
Que medo!
Jú Gata

Mari HIFEN Anna disse...

Digamos que o Audi está para os alemaes assim como o Fiat Palio está para os brasileiros.

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