Bem, o segundo dia começou melhor. O sol saindo, o dia prometendo mudanças. Eu e Marido resolvemos ir depois do povo e nos encontraríamos no Belvedere, já que era a nossa chance de caminhar sem chuva. Fica um pouco afastado do centro, mas nada que o metrô não resolva. O Belvedere é um complexo em estilo barroco, construído a mando do Príncipe Eugen von Savoyen, e possui dois palácios (o Alto e o Baixo Belvedere), a orangerie (uma estrutura de jardim que teve suas origens no Renascimento Italiano e parece uma estufa gigante), um jardim alpino, a Galeria Imperial, muitas fontes e jardins que misturam os estilos de Versailles com a gradiente do terreno de jardim italiano. Nós andamos um bocado, tiramos fotos e não achamos ninguém da família. Tentamos ligar e só conseguimos falar com o cunhado, que estava com o pai lá em Stephansplatz, separados das outras duas. Aí, eu e Marido resolvemos pegar um bonde e ir pro centro.
Chegando em frente a Ópera de Viena, avistamos o ponto onde podíamos pegar o Tram 1, o bonde que dá a volta ao Ring, o quarteirão mais famoso de Viena. O legal do bonde é que você pode ver os lugares sem precisar andar que nem um condenado (Minto: no primeiro bonde tinha um anúncio enorme que pegava toda a lateral do nosso vagão!). Naquela altura a gente já tinha passado tantas vezes pelo mesmo lugar que já nem era mais possível se perder na cidade, mas ainda assim cansa demais.
Chegando em frente a Ópera de Viena, avistamos o ponto onde podíamos pegar o Tram 1, o bonde que dá a volta ao Ring, o quarteirão mais famoso de Viena. O legal do bonde é que você pode ver os lugares sem precisar andar que nem um condenado (Minto: no primeiro bonde tinha um anúncio enorme que pegava toda a lateral do nosso vagão!). Naquela altura a gente já tinha passado tantas vezes pelo mesmo lugar que já nem era mais possível se perder na cidade, mas ainda assim cansa demais.
O bonde passa pelo Hofburg, o complexo residencial dos Habsburgo (Por onde já tínhamos passado no dia anterior quando minha Sogra quis checar a Biblioteca Nacional), pelo MuseumsQuartier, pelo Parlamento, pelo Burgtheater, pela Rathaus, pelo complexo Hundertwasser e dá pra se avistar o Prater. Bem, pelo menos a roda gigante! Daí ficamos dentro do bonde mesmo, voltamos pra Stephansplatz e comemos, deus me salve!, no Nordsee, que está para peixe assim como o McDonald’s está para hambúrgueres. Depois, demos uma volta na Graben, aquelas ruas de pedestres cheias de lojas e performistas: tinha o carinha fazendo embaixadinha com as bolinhas, mímicos, músicos... Avistamos o pai e o irmão do Marido. Aí chegaram a mãe e a Irmã1, demos uma volta pela Catedral, a Stephansdom, e o pai do Marido sugeriu pegar um atalho que saiu no mesmo lugar e ainda tivemos que dar outra volta (Acho que é problema de família!). Eles resolveram voltar pro hotel porque a Irmã1 não queria abusar muito, eu e Marido fomos pro Albertina. Segundo nosso mapa, toca a passar pelo Hofburg de novo pra cortar caminho. Aí vimos os estábulos da Escola de Cavalaria e os cavalinhos estavam lá, tchu tchu tchu. Perto do Albertina, achei uma loja de brinquedos de madeira e foi lá que tirei a foto do Pinóquio. Nem ligo se ele tava de vestido! Muito fofo! Deixô explicar: o Albertina tem esse nome por causa do Duque Albert Kasimir de Sachsen-Teschen, fundador da coleção que reúne 65.000 desenhos e mais de 1 milhão de trabalhos gráficos, desde o gótico até a arte moderna. Lá estão Dürer, da Vinci, Monet, Renoir, Van Gogh, Kandinsky, Klee... Eles têm exposições permanentes e temporárias (Agora em outubro tem Michelângelo, por exemplo, e eu não estarei lá, né.). Na volta, decidimos comer uma torta numa daquelas confeitarias cheias de frufru que eles têm, o Café Aida. Aí, a mulherzinha já deu uma resposta entre os dentes e Marido já quer encrencar. Vai ser pavio curto assim lá, eh! Na entrada do metrô, na Stephansplatz, estavam duas crianças, assim uns 11 anos, tocando violino pro público e era de fazer chorar! Marido disse que era exploração infantil. Afe! Noutro canto tinha um grupo apresentando danças húngaras e num outro uma galera enormeeeee dançando break! Por todo canto você vê Mozarts, casais históricos... Dia bem bacana. Nível de estresse: só 10%.
Já no albergue, a gente ficava lá fora olhando a vista, vendo a cidade começar a acender suas luzes, sentadinhos nas nossas espreguiçadeiras... Mais à frente tinha um grupo bem jovem tentando andar na corda-bamba, outros jogavam vôlei, outros mini-golfe... Minha Sogra já se animou e foi buscar um vinho, que todos nós bebemos menos o Marido, que ainda ficou reclamando que eu não podia me misturar com “essa família” porque era nisso que dava: o vício do álcool.

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