segunda-feira, novembro 15, 2010

- Brasil x Alemanha 2: Um + Dois = Feijão com Arroz

Tem gente que sempre me pergunta sobre a comida. Bem, feijão com arroz rola, sim. Arroz a gente já faz todo dia mesmo e feijão, quando eu estou com saco, eu também faço. Eu nunca mais comi feijão com arroz todo dia desde que passei 2 anos em dieta pra perder os 20 kilos que separavam minha boa forma de kibe de uma adolescência mentalmente saudável. Então, perdi o hábito. Às vezes como, às vezes não. 

O problema aqui é que não sou uma pessoa muito fã de certas carnes, o que reduz meu consumo ao frango (que aqui é mais caro) e ao peixe. Carne de porco não rola comigo e a carne de boi tem um gosto esquisito demais. Coisas que a gente não pensa: se o boi deles come outras comidas, vive em outro clima, bebe outra água, claro que o sabor da carne muda. Estranho, mas é a biologia. Então, eu não gosto da carne bovina daqui e até o Marido admite que a nossa no Brasil era melhor. 

O controle de qualidade do governo alemão é tão grande, que várias indústrias não têm o direito de produzir certos alimentos aqui. Tudo é feito com muito pouco sal e muito pouco açúcar. A mulherada alemã praticamente não tem celulite. Fato: não importa se a bicha é gorda ou não. Quer ver uma alemã na multidão, procura a que tem menos furos na perna. Minha SOGRA não tem celulite! Como é que pode isso? O governo está pra vetar o glutamato monossódico, vulgo pózinho que usamos nos caldos, sopas prontas, salgadinhos e o c***** a quatro. Já acharam várias associações do produto com alergias e outras doenças. Então, pra evitar problemas no sistema de saúde, eles agem rápido. As indústrias agora têm que rebolar pra reajustar seus produtos. 

É sempre uma neura quando a gente vai fazer compras. Eu quero minhas frutas e verduras, o que não é tão simples assim. Algumas praticamente não existem e outras vêm de fora. O melhor tomate  pra mim é o holandês, e aí o Marido implica porque o controle de qualidade deles „não é tão sério“ e então eu posso estar comendo um monte de porcaria. Pô, que saco! Já não tem meu aipim, minha farofa, meu abacaxi, minhas verdurinhas decentes e o infeliz ainda quer vetar as que eu acho? Rola sempre uma briguinha básica… ou eu compro escondido! Algumas frutas só dá pra comer enlatadas e outras como framboesas, morangos, blueberries, nessa época do ano, a gente acha congeladas em grandes pacotes. É por aí. Daí, meu digníssimo inventou essa intolerância a glútem e frutose e agora vive uma vida de arroz, frango e pão feito em casa. Eu não consigo viver assim. A comida perdeu a graça! Mas, justiça seja feita, a batata, os pães, os sorvetes e os chocolates daqui são infinitamente melhores.

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