quarta-feira, novembro 03, 2010

27.08.2010 - Noite com Bávaros, muita cerveja e muito Jodeln


A grande noite.  Em alguns minutos seria eu apresentada ao restante do clã. Já era um feito enorme vir do Brasil, onde morávamos só eu e Marido, e, de repente, ter mais seis pessoas na família. Agora era a extensão da extensão: Bávaros de verdade com muito sotaque e direito a Lederhose e muito Jodeln. Eu fiquei no centro das atençoes por um bom tempo. Todo mundo queria saber quem era o tipo exótico que veio juntar-se à família. Ninguém conseguia pronunciar o meu nome, mas quem liga? Piadas a parte, meu maior desafio da noite era desvendar o assunto da conversa. Primeiro porque o sotaque é f… Daí, porque, depois das mil cervejas engolidas, o sotaque fica pior. Juntam-se as piadinhas e as gargalhadas e lá estava eu no meio de um literal BláBláBlá. Melhor: um ArschArschArsch. Tode aquele imaginário que temos dos homens bávaros tomando cerveja abraçados em roda e cantando seus Jodelns era… VERDADE! Eles cantam alto, mas muiiiiiito alto, e gargalham mais alto ainda. Eu ficava naquela “Enfio minha cabeça onde?” mas vi que era normal, que a Gasthaus inteira fazia a mesma coisa. Segurei minha onda… sorrindo muito.

Vergonhas alheias depois, devo admitir que tive a melhor refeição desde que cheguei por essas terras. A comida era ótima, as porçoes enormes… Dava pra umas três pessoas comerem o que eu tinha no prato. Mas, fato: aqui não se divide o prato com ninguém. Cada um pede o seu. Se sobrar, você joga fora. Eu, do alto de toda uma história de fome e miséria, odeio jogar comida fora. Mas agüentei o máximo que pude e cheguei à metade do prato. Tinha nem um cachorrinho abandonado pela rua pra eu dar minha comida. Lugar estranho, onde ninguém precisa de nada! Para minha total surpresa, a prima-anfitriã quis pagar a conta de todos. Choquei!

Passamos a noite conversando, principalmente, com a anfitriã da situação. Ela é, como se diz?, “deficiente visual”, e casada com outro deficiente visual. Outro convidado também era deficiente visual e conversamos bastante sobre como é viver no mundo deles. Viver na cidade grande atravessando na faixa de pedestres, pegando transporte público… contar dinheiro, arrumar a casa, cortar o cabelo, saber qual roupa usar… É tanto detalhe que a gente nem imagina! Já que o papo descambou pra essa área, ela nos fez um convite. Que pensámos bem a respeito até a manhã seguinte. Quem tivesse interessado, que comparecesse em frente ao Schottentor, às 10h da madrugada.

Um comentário:

Harveditina disse...

Caraaaaaaaaaaaca!
Um bando de alemães bêbados! Eu queria ver!!!
\o/
Aeee, Maggie Artigo de Importação!
- Jogar comida fora é sacanagem, véi.

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