sábado, julho 12, 2014

Brasil x Alemanha: os blá blá blás do 7 x 1


Bem, resolvi postar no blog porque aí lê quem quiser e eu não fico flodando a timeline de ninguém.

Desde a catastrófica derrota do Brasil para a Alemanna, na terça-feira, tenho visto muitos, mas MUITOS, posts comparando os dois países em vários rankings. Fácil à beça ficar dizendo que tudo na Alemanha é perfeito, funciona e o Brasil deveria tomar vergonha na cara e copiar seus bons exemplos. Em muitos aspectos é até verdade. Mas pra você que nunca viveu na Alemanha, (Turista não conta muito, pois geralmente só vê o lado “turístico” da coisa.) vai aí uma pergunta: será que VOCÊ estaria preparado pra viver na Alemanha?

O alemão leva bem a sério a máxima “Sua liberdade acaba quando a dos outros começa.” Aqui é cheio de regras e nós, como bons brasileiros, e eu, como boa carioca, às vezes resistimos um bocado quando nos deparamos com aquilo que não podemos mudar.

Eis a lista a ser pensada:

- A princípio, os alemães são mais educados do que nós. Cumprimenta-se praticamente todo mundo: o motorista de ônibus, o vizinho na rua, o vendedor da loja, o funcionário do mercado... O vendedor da loja geralmente é um expert, atencioso e não faz cara de bunda quando você não resolve comprar lá. Entende que a cordialidade de hoje pode fazer um cliente amanhã.

- Na Alemanha, ninguém é obrigado a votar. Amén!

- As pessoas não se abraçam muito e quase nunca se beijam. Namorados não se atracam nas ruas.

- Os homens não ficam incomodando mulher e não viram a cabeça falando baixaria quando passam. Mesmo porque seria muito fácil dar parte o fulano por assédio.

- As mulheres usam MUITA maquiagem, mas se vestem mal que só. Os homens são infinitamente mais charmosos que as mulheres.

- Na hora de comprar calcinha, esqueçam o meio termo : ou é o fio dental da Paniquete ou é a ceroula da vó.

- Uma vez aqui, acabaram-se os seus downloads de músicas, filmes e joguinhos sem pagar. Até o Youtube é vetado. Não tenho acesso a praticamente NENHUM clip original. A GEMA (Agência que controla os direitos autorias) veta TUDO. Stream online também é monitorado e os abusados que insistem (Sim, eles também existem aqui!) e são pegos, vão se endividar pro resto de suas vidas pagando as multas.

- Se você acha que já está ruim pra assistir filme legendado aí no Brasil, aqui mesmo é que você não assiste. O lobby da dublagem é enorme, as pessoas assistem filmes dublados até no DVD. Os making-off de animação são feitos, pasmem!, com os dubladores, não com os atores originais.
  
- Engana-se quem pensa que a juventude alemã lê mais, se informa mais, é mais culta e visita muitos museus. A juventude aqui não quer saber de nada que não envolva bebida e cigarro. Muitos museus têm entrada liberada para jovens de até 19 anos. Mesmo assim, você quase não os vê. Lembro de poder bater papos com meus alunos de 15 anos no Brasil que aqui eu não conseguiria com um jovem de 18.

- A educação na Alemanha, a ÚNICA coisa pública nesta terra, é altamente elitista. Só chegam às universidade aqueles que, quando lá na quarta série, são selecionados a dedo pelo professor do primário. Se ele não achar que você, aos 10 anos, tem perfil pra chegar à vida acadêmica, baubau. Você até pode tentar contornar certas regras frequentando ginásios particulares ou, depois de formado em qualquer outra coisa, fazendo dois anos de adaptação para prestar o famoso Abitur (Um equivalente do ENEM.). Mas poucos conseguem. Quem não passa é indicado para as escolas que levam à formação de tecnólogos e técnicos. Uma coisa, porém, é interessante (E eu acho que deveria ser mais estudada pelo Brasil, por exemplo.): você não tem que chegar à universidade para “ser alguém na vida”. Aqui se estuda pelo menos três anos pra se tornar padeiro, açougueiro, operador de caixa no supermercato... Coisa insana no Brasil, realmente, é achar que todo mundo tem que ter bacharelado para ganhar a vida.

- Muita gente formada pelas universidades não consegue emprego. E daí fica vivendo de bolsa... do governo.

- Quem é professor é obrigado a ter seguro pessoal (Que você mesmo paga.). Sem esse seguro, você não pode ser empregado.

- Funcionário público não tem direito de greve. Meu marido, que é professor, não tem permissão para participar de demonstrações públicas. Qualquer aglomeração de pessoas em público para protestar qualquer coisa tem que ser comunicada à polícia.

-         O professor alemão é um dos mais bem pagos do mundo. No entanto, é tão “despreparado“ e desmotivado quanto. A maioria segue princípios de 40 anos atrás, mal se recicla, acha que sabe tudo. Têm o péssimo hábito de nunca dar nota 1 (Nota máxima aqui. As notas vão de 6 a 1.) pros alunos e os tratam como se nunca pudessem ter o direito de saber tanto quanto ele. “Nota 1 é perfeição, é pra aquele que sabe tudo. E isso você não pode saber, pois o professor sou eu.” Lema de muitos...

-         Acabaram os seus pagodes, suas churrascadas, sua música alta... Aqui não se pode fazer barulho entre 19h e 7h, nem entre 12h e 15h nas áreas residenciais. Domingo não pode nada: música que dê pro vizinho ouvir, usar cortador de grama, martelar nada no jardim, trabalhar... Se você insistir, tem sempre um vizinho pra chamar a polícia e eles chamam mesmo e polícia vem mesmo e você não terá razão alguma. As pessoas sempre se sentem cheias de razão pra tudo. Alguns são mais flexíveis, a maioria não. Dou muita sorte pelos meus vizinhos que não implicam com meu aspirador de pó as 2h da manhã, poìs, por causa do bebê, às vezes é quando posso limpar a casa.

-         Por falar em limpar a casa, aqui NINGUÉM (a não ser os ricos de novela) tem empregada. As casas são enormes, mas cada um limpa a sua. Uma vez ou outra alguém arruma um imigrante que se presta a fazer uma faxina. Muito raro... e as pessoas te olham torto.

-         Alemão vive MUITO de status. O jardim, o cachorro caro, o carro... Vale sempre mais a pena investir naquilo que o vizinho vê. Muitas vezes os móveis são de lojas baratas como a IKEA, mas o carro tem que ser BMW, Audi, Mercedez...

-         Por outro lado, alemão detesta pagar por serviços. A maioria não paga as taxas extras para entrega e montagem de móveis, que é cobrada à parte. As pessoas têm o hábito de comprar e levar os móveis elas mesmas (Já vi um casal tentando enfurnar as partes de um guarda-roupa num carro Corsa!). Algumas lojas oferecem serviço de transporte : Você paga uma taxa e dirige um caminhão da loja levando sua mercadoria e depois devolve o caminhão. Praticamente ninguém paga pra montar ou instalar nada. Depois é aquela briga na família pra conseguir fazer o que um profissinal faria em meia hora.

-         Você paga imposto por tudo. Até cachorro.


-         Aqui não existe SUS. A rede médico-hospitalar é privada. Quem não pode arcar com despesas do plano de saúde, deve procurar um órgão do governo que o financie. Os hospitais são super equipados, com pessoal geralmente muito atencioso. Mas ninguém sabe pegar uma veia sem te machucar. E ninguém nem liga se você sair com um hematoma enorme no braço. Pra eles o normal é assim.

-         Pacientes de plano de saúde às vezes esperam 5 meses ou mais por uma consulta. Os médicos daqui nunca têm tempo e os consultórios estão sempre de férias, e alguns vivem lotados. Se você é paciente particular, ah, aí a coisa já muda. Você conseguirá uma consulta super rápido e também pedirão tudo quanto é exame: até tomografia por causa de uma unha quebrada.

-         Acabaram suas comprinhas de shopping no domingo. No domingo, NADA funciona.

-         Funcionário de repartição pública, assim como no Brasil, não quer saber de nada e geralmente só trabalha até 12h. A diferença é que eles, querendo se livrar de você rápido, fazem tudo rápido. Ninguém quer ver sua cara de novo amanhã.

-         Esqueça fazer suas unhas e depilação toda semana. Os salões são mais raros e você vai pagar uma nota por algo que você faria melhor em casa.

- As academias são absurdamente mais baratas. Mas muitas não permitem que você leve sua própria bebida (Tem que comprar a deles lá!) e ai de você chegar já com aquele par de tênis que você pretende usar pra malhar. TEM que trocar o sapato pra não sujar o salão. O que acho bacana, e devia ser copiado pelos brazucas, é que, depois do treino, nós mesmos limpamos as máquinas que usamos. Ninguém anda na rua com “roupa de academia”.

-         A reciclagem funciona bem e praticamente não existe quem não coopere. Você paga uma taxa anual por cada lixeira (Orgânico, papel e resto não reciclável.) que tem em casa. Quanto maior a lixeira, mais cara ela fica. O que faz sentido e eu aprovo. A coleta de lixo só acontece a cada DUAS semanas, mas você até pode carregar o seu lixo até uma das oficinas de compostagem e pagar pra despejá-lo lá. A casa fica um caos.

-         Todos aqueles probleminhas “estéticos” (Tratamento para varizes, ortodontia, clareamento dental...) não são cobertos pelo plano de saúde. Tudo é pago e é difícil achar um médico que faça, pois, como eles dizem aqui: “Ah, isso é só estético.”

-         Há uma campanha enorme contra o açúcar. A escola onde meu marido trabalha, por exemplo, baniu a Coca-Cola das imediações do prédio. Mas fumar começam praticamente no berço.

-         Os alemâes sâo bem mais magros que os brasileiros, praticam muito esporte e se exercitam bastante. Aqui gordo paga mais pelas roupas. Quanto maior o tamanho, mais caro fica. Até faz sentido.

-         Você terá um bom acompanhamento pré-natal, mas toda ultrassonografia será paga POR FORA do seu plano. Assim como muitos exames de sangue.

-         Adeus avental no consultório do ginecologista! Olá ficar lá pra todo mundo ver! E as assistentes não fazem cerimônia: passeiam pra lá e pra cá, abrindo e fechando porta. Nos consultórios médicos, os assistentes fazem de tudo: desde atender o telefone até o seu exame de sangue.

-         Na maioria das lojas o provador é unissex. Em muitos banheiros femininos, a pessoa limpando é... HOMEM!

-         Alemão não gasta dinheiro à toa. Não existe essa loucura natalina que fazemos. Arregalam os olhos quando digo que tenho amigos que gastam €4000 só em compras quando viajam. A classe média alemã é infinitamente menos consumista do que a nossa. Mas viajam MUITO mais!

-         Existem alguns mendigos na rua sim. Mas não sabemos se são verdadeiros ou a máfia da mendicância, que aqui também existe. Eles usam cachorro pra pedir esmola. Ninguém vê criança abandonada na rua. Isso merece destaque.

-         Pra quem acha que na Alemanha não existe Bolsa-Família (Que gera vagabundos, lembram?), aqui existem várias medidas governamentais muito parecidas para conter miséria. O alemão reclama tanto quanto o brasileiro por estar pagando tanto imposto, mas ainda admite preferir perder esse dinheiro do que ter um país entregue à miséria e economia informal nas ruas. Conheço um exemplo de família que recebe auxílio desemprego há anos além de o governo pagar a casa, telefone, plano de saúde, TV a cabo e creche pras crianças dessa mãe que não trabalha fora.

- Por causa da baixa natalidade dos alemães (Dizem que é de 2%) e da vida cada vez mais longa da populacão idosa, o governo paga um incentivo por cada ciança que você tenha. E porque creches são caras e a lei declara obrigatória a vaga numa creche para cada ciança, o governo também paga um adicional para que um dos pais fique em casa com a criança em vez de ir trabalhar.

- Se eu tivesse um emprego que me pagasse o que meu marido já recebe, teríamos que pagar praticamente tudo o que recebi de salário só em impostos. Em quatro semestres dando aula, paguei mais de imposto do que recebi. Muitos casais que têm filhos decidem:
* quem ganha mais continua trabalhando
* quem ganha menos fica em casa com os filhos
Muitos dos que ficam são homens.

- Na Alemanna ainda existe um bom número de analfabetos. Trabalha-se para que essas pessoas procurem ajuda. Mas muitos, por vergonha, não aparecem.

-         Na Alemanha se vive com tanto conforto, segurança e ideia de fututo, que a juventude não se vê animada pra lutar por nada. A infância é linda, a adolescência uma catástrofe. É como se, em algum momento, o entusiasmo deles fosse totalmente aniquilado.

-         Esquecam as lindas festas infantis. Não existe público pra isso. Não existem lojas de decoração pra festas. Não existem lojas de material descartável (Que condiz com a política de desperdício e reciclagem.). Faz você sentir saudades daquela zona que é o Mercadão de Madureira.

-         As festas de casamento que vi parecem casamento de Festa Junina... ou Halloween.

Eu poderia passar dias falando sobre tantas diferenças. Muitas delas nem são importantes. Resta saber se muitos brasileiros que adoram elogiar o que o outro tem, conseguiriam abrir mão de tanto jeitinho, de tanta informalidade, de tanta festa, de tanto desperdício... pra viver onde tudo é controlado, pago e multado. Eu abri. Viver aqui é muito bom, mas não é pra todo mundo.

Schöne Grüße!

sábado, novembro 12, 2011

Altes Regal, neues Regal ist mir jetzt egal


Ich war immer eine Buchliebhaberin. Ich war vier Jahre alt, als ich zu lesen lernte. Nicht weil ich ein Genie sein wollte (Wahrscheinlich wusste ich gar nichts darüber!), aber weil ich Bücher wirklich liebte. Ich war die älteste Enkelin und Nichte. Jedes Mal wenn meine Onkel und Tanten zu Hause waren, war es für sie sogar eine Pflicht mir vorzulesen! Ich meine, bis ich alles allein geschafft habe.
 
Mit vierzehn habe ich meine ersten Bücher selbst gekauft. Ich war ganz fasziniert von meinem neuen Eigentum! Ich wusste, solche Werke gehören jetzt mir und ich habe mein Kleingeld gespart und gespart bis ich mehr kaufen konnte.

Als ich meinen Ehemann kennen gelernt habe, hatte meine Wohnung fast nichts mehr außer Büchern. Wir haben da ziemlich lang zwischen meinen Taschenbüchern und Romanen, die in Regalen oder überall auf dem Boden lagen, gewohnt.

Dann kam die Entscheidung: wir mussten nach Deutschland ziehen. Nachdem ich mir über viele Dinge meinen Kopf zermartert hatte, fragte ich mich nur: „Was passiert  denn dann mit meinen Büchern?“ Mein Mann hat immer gesagt, dass ich meine Lieblinge bringen sollte und, dass wir die anderen alle neu kaufen könnten. Es war trotzdem nicht so leicht! Mag ja sein, dass Bücher keine Menschen sind, aber sie sind mit viele Emotionen verbunden.

Endlich bin ich mit drei Koffern und vier unglaublich großen Paketen (die mit der Post geschickt wurden und mir fast einen Herzinfarkt gegeben haben!) nach Deutschland gekommen. Die anderen Bücher wurden in Brasilien gelassen und zwischen meinen (echten) Freunden und Schülern verteilt. Während meines Leidens habe ich irgendwo einen Satz vom Dichter Rumi gelesen und das hat mir ein bisschen mehr Mut gegeben. Ich habe endlich verstanden, dass die Schönheit von Büchern im Schreiben und Lesen liegt und nicht darin an ihnen zu hängen. Meiner Meinung nach sollte man sie kurz lieben und danach sollte man sie gehen lassen.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Criança abandonada, bicho abandonado... e VOCÊ?


Então foi assim: como cresci numa família com veterinários (Hoje são 4.) e sempre tive bicho de estimação, não é surpresa que, num belo dia, uma luzinha tenha resolvido acender na cabeca e eu achei que poderia me enveredar pelos mesmos caminhos. Digo aqui: eu AMO bicho! Eu amo estar no meio deles. É no meio dos bichos que, muitas vezes, me sinto mais gente.

Aqui na Alemanha, onde a proposta dos zoológicos é absolutamente diferente do que vi no Brasil até então, o investimento é pesado e as pessoas envolvidas nesses projetos são muito, mas muito engajadas. De segunda à sexta-feira, por exemplo, vários canais de televisão se empenham em transmitir o dia-a-dia de tantas pessoas que dedicam suas vidas a cuidar desses bichos. Argumentemos: mas lugar de animal não é na selva? Em princípio, sim. Os animais vieram de tantos habitats espalhados pelo globo e passaram a conviver tão perto uns dos outros. Até que ponto nos é dado o direito de decidir por eles?

Eu, sentada lá do outro lado da vidraça que me separava dos chimpanzés (Que naquele dia estavam literalmente ‘com a macaca’!), me perguntava se aquele 1% de genes que nos distancia dessa espécie (Pô, por 1% eu poderia ter nascido chimpanzé! Dá pra pensar, não?), é suficiente para que nós tenhamos o direito de estar do lado de fora da vidraça. Do outro lado, um gorila adolescente, sentado comendo sua frutinha, me olhava fixamente, pensativo... Será que ele estaria se perguntando a mesma coisa? Será que a vidraça é pra separar os bichos das pessoas ou as pessoas dos bichos? Enfim... A questão é tão mais complexa do que possamos imaginar. Tem tanta coisa envolvida! Alguns podem achar que eles têm que ficar na selva mesmo, outros, como eu, acham que essas instituições fazem um trabalho imenso para manter essas espécies vivas. Se não fossem por essas pessoas, vários desses bichos já teriam sucumbido sob a mira dos caadores por vários motivos: pra virar cinzeiro, pra virar troféu, pra virar tecla de piano, jóia e o cacete a quatro! Não, a natureza é bela, mas não tem nada de justa! Vamos parar com esse papinho de que bicho isso e bicho aquilo! O equilíbrio é feito de tal forma que muitos precisam morrer para que os outros vivam. Eu fico triste pacas! Acho que todo animal deveria ser vegetariano (inclusive eu!). Ao menos, mamíferos não deveriam comer mamíferos. É terrível torcer pela gazela, tão linda e ágil correndo do leão, e depois ficar movida pelos leãozinhos fofos esperando a mãe chegar com a comida. É quase como ter que escolher entre dos filhos! É muito conflito pro meu coração!

Mas, entre todos esses bichos, o homem veio com uma capacidade cerebral infinitamente maior e nós podemos falar, né. Ai, como isso facilita e complica as coisas! O homem, que não supera nenhum canguru no salto em altura, nenhuma gazela no salto em distância, nenhum guepardo na corrida, nenhum golfinho na natação, simplesmente supera todos eles só porque tem habilidade intelectual. O homem fala o que pensa, pensa o que não fala e fala o que não pensa. Lidar com o homem é mais difícil do que lidar com bicho.

Aí, chego ao ponto que eu queria: será que esse pessoal que fica dizendo que gosta mais de bicho do que de gente realmente já parou pra se perguntar por quê? Como opinião é igual à b... (Cada um tem a sua!) e o blog é meu, deixo aqui a minha resposta: gostar de bicho é mais fácil porque você recebe muito mais do que você dá. Você se restringe a dar comida, abrigo, alguma higiene, uma assistência médica e um afago de vez em quando, e aquele bicho estará ali pra sempre ao seu lado, leal e carinhoso. Gente, não. Gente argumenta, briga, não aceita só duas refeições por dia, não aceita viver de afago só quando VOCÊ quer dar. Gente quer poder decidir, gente quer ter opinião, aspiração... gente tem conflito, gente não sabe o que quer, quer ter mais do precisa, precisa mais do que tem.

Recebo tantos, mas tantos apelos de ‘campanhas’ contra animais abandonados. Não recebo UM apelo sequer contra crianças abandonadas! Todos os anos, 15 milhões de crianças morrem de fome ou doenças relacionadas a ela (O que dá no mesmo!), 600 milhões de crianças no mundo vivem com menos de 1 dólar por dia (Dados: UNICEF). Por que não recebo fotos de crianças famintas, aidéticas, chorando em desespero e precisando de um lar? Por que tem gente que paga hotel veterinário pra cachorro na rua porque tá com muita pena, mas se recusa a ajudar uma criança? Por que o bicho não tem culpa e a crianca tem? Por que o bicho não pode fazer nada por si mesmo, mas a crianca faminta pode? Isso me dá brotoeja na alma! Eu sinto muito pelos bichos, mas sinto mais ainda por essa gente que não tem ninguém por elas! Nem zoológico! Adotar um bicho é fácil, adotar uma pessoa não tem nada de fácil! Ninguém sabe ao certo o que aquela pessoa vai se tornar. Todo mundo quer é retribuição!

Então, se você está muito preocupado com os bichos abandonados, levante seu traseiro e vá trabalhar por eles efetivamente! Seja voluntário nos abrigos, recolha dinheiro para uma campanha de castração, impeça que outros bichos abandonados tenham mais filhotes nas ruas! Funde organizações, gaste seu dinheiro nas iniciativas, perca seu tempo, dê palestras nas escolas, nos institutos, informe as pessoas, eduque as pessoas, lute no congresso pela implantação de leis de proteção, brigue com seu representante no congresso (Você não votou nele? Agora cobre!), saia pras ruas, faça alarde, bote a cara para a polícia bater porque você está quebrando a ordem! Mas é difícil, né! Quando chega a sua vez de se expor, você acha melhor ficar na sua, acha melhor que os outros façam por você, acha mais cômodo postar fotinho nas redes culpando e chocando as pessoas. Você é um fanfarrão! Você acha que todos devem se sacrificar pelo seu bem-estar, mas você não quer se sacrificar pelo bem-estar de ninguém!

sexta-feira, janeiro 14, 2011

- Na ponta da língua

Eu prometi que não faria nada, nem respirava, até esse cacete desse período de provas passar. Porém, como a insanidade já bate à porta, resolvi que valeria um pouco à pena desabafar a frustração. Não (papinho litotes), o que estavam pensando quando resolveram achar que alemão é língua? Meu, se não fosse eu achar a sonoridade da língua muito linda (tô brincando não… adoro ouvir o som daquele latido rouco), eu já tinha desistido. A bicha não só tem mais artigos do que todas as constituições do Brasil juntas, mas que meleca é essa também de ficar fazendo Komposita com os adjuntos adnominais e complementos? Palhaçada, já! Quem consegue sequer ler uma palavra como ‚Geschwindigkeitsbeschränkung’? Daí a explicar pro guarda na Autobahn que você não sabia do ‚limite de velocidade’ na via, tu já foi arrastado pra Dachau! Deus abençôe a língua inglesa que conseguiu transformar todos aqueles ‚der, die, das, den, dem, des’ em um simples THE. Sem falar que, pô, com três formas verbais e um punhadinho de verbos auxiliares, TUDO se conjuga em inglês. Amém, Senhor, Amém!

Mas, venhamos e convenhamos, outras línguas também têm suas mazelas (o que não passa nem perto de maionese Mazola, hein!). Vâmo-las!

Português: Quem aí, não, mas quem aí usa mesóclise (ou qualquer outra colocação pronominal correta sem bancar o pedante)? Se eu soubesse que maluco tava por aí forçando uma barra dessas, eu mandá-lo-ia para a PQP! Imagina ler aquelas piadinhas de paralamas de caminhão (já boladona de ficar trancada num ônibus Bangu-Central, presa num  engarrafamento da Av. Brasil): “Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia.” Ah, vá...!

Francês: Tipo... Acho liiindo! Já tentei aprender umas 9 vezes. Mas o que são 147 acentos, 3 hífens e 4 apóstrofos numa mesma palavra? Se eu pudesse, eu ainda apelava pras escolas que ensinam francês fazerem uma parceria com a indústria cosmética: ‘Um semestre estudando francês e você ganha 10 sessões de Botox para a região dos lábios!’ Porque, gente, batom rachando nos cantos ba boca depois de tanto bico ninguém merece, né!

Espanhol: Na minha turma tem uma espanhola, de Madri. Pra começar, a menina nem abre a boca pra falar. Com os lábios, assim, semicerrados, ela consegue mandar vários pri pri pri e lha lha lha tão rápido, mas TÃO RÁPIDO, que não perde pras automáticas mais cativas do povo Carioca. Eu já desisti depois de dois semestres tentando falar espanhol. Só o que saía era uma coisa Cervanto-Dantesca. Minha pronúncia tá há tempos contaminada pela enxurrada de novelas tipo ‘Terra Nostra’ e ‘Esperança’. Não sei como, mas toda vez que falo ‘Yo me llamo...’ soa como um napolitano.  Então, prefiro o sorvete!

Italiano: Depois que meu amigo Odísseo contou a piadinha sobre dois italianos que não sabiam nadar e caíram num poço mas conseguiram se salvar ‘Parlando! Parlando!’, já bateu o dilema. Quando se fala italiano, no fim das contas, ou você ganha um muque ou uma baita tendinite!

Russo: Chique que só! Fico toda assim quando escuto meus coleguinhas tagarelando em russo com minha professora. Agora, também penso em como é que conseguem se preparar fisicamente para falar. Parece musculação. Tudo se contrai! Não consigo me ver falando russo sem ficar com cãimbra nos glúteos.

Húngaro: Como assim R tem som de vogal? Ah, vá...!

Japonês: Até falo a favor. É uma língua simples: verbo sempre no final da frase, é só usar um ka no final e a gente já sabe que é uma pergunta, não existem desinências nos verbos... mas existem desinências nos adjetivos! Como assim!?! Japonês já lê de trás pra frente e agora quer conjugar adjetivo? Isso aí. A desinência modo-temporal está dentro do adjetivo e não do verbo. Sem muito drama, até. Depois o problema é memorizar os 1850 kanjis e as 3 pronúncias diferentes para cada um (a japonesa e a chinesa, tá) usando aqueles exercícios mnemônicos que, às vezes, mais atrapalham do que ajudam.

Chinês: Não confio nem um pouco. Como assim o significado da palavra muda por causa da entonação? Então se eu disser ‘Shishum!’ é ‘Você está lindo hoje!’ e ‘Shishum?’ é ‘Você é um baita FDP!’ ? Peralá! Aliás, tenho a mínima idéia do que ‘Shishum significa.

Então, entre o amor e o ódio pelo alemão (a língua, não o Marido!), eu sigo na esperança de um dia, depois de, assim, uns 19 anos, chegar à proficiência! Me desejem sorte (ou seria ‘Desejem-me’?)!

quarta-feira, novembro 24, 2010

- Receita para Favela

Em virtude dos últimos acontecimentos no Grande Rio e dos infinitos artigos e comentários na nossa mídia, venho contribuir com meu verso:

Como fazer uma favela:

- Invada um território, extermine 90% da populacao que lá estava (muito bem, obrigada) e separe alguns para decoracao;
- Roube todos os recursos minerais e a biodiversidade que puder por uns 100 anos;
- Use esses recursos para enriquecer suas terras o mais rápido possível;
- Mande para o degredo lá todos os ladroes, estupradores, bandidos de todas as estirpes que nao puderam ser enforcados em sua própria terra;
- Quando nao mais der conta do trabalho bracal, comece a importar gente a preco de cavalo para trabalhar no seu novo espólio;
- Mantenha essa gente trancada, mal nutrida e explore tudo o que puder extrair dela;
- Subjugue, maltrate e tire de toda essa gente a condicao de ser humano;
- Faca acordos político-econômicos com poderes maiores do que o seu;
- "Liberte" a gente subjugada, maltratada e sem identidade e diga que agora eles sao livres pra fazer o que quiserem;
- Impossibilite que a nova gente libertada tenha direitos de trabalho e sustento;
- Nao inclua os "novos-livres" em seus projetos de crescimento e impeca que eles circulem nas áreas urbanas;
- Mantenha sempre bem longe essa gente das (agora) grandes cidades e, de vez em quando, dê uma esmola em nome do seu espírito cristao;
- Permita que toda a riqueza do seu novo território se acumule em 16% das novas cidades, mantenha os outros na pobreza e ignorância extrema;
- Aos poucos, comece a deixar que a gente isolada, maltratada e mal nutrida chegue aos centros urbanos;
- Ainda nao dê a eles nenhuma condicao digna de sustento, nenhuma protecao, nenhum respeito;
- Finja que nao vê o mundo paralelo que essa gente comeca a tentar implementar nas periferias, com suas próprias leis e métodos;
 - Continue a nao dar atencao à falta de recursos e de condicoes em que essa nova gente vive;
 
Está pronta a sua receita! Agora esse novo povo está inflado, numeroso e segue suas próprias leis.
 - Para melhorar essa receita, você pode mexer com eles de vez em quando, dizer que tudo deve funcionar à sua maneira; 
- Mas, lembre-se: nunca NUNCA dê a eles condicoes de sair dali, de emancipar o conhecimento e de viver uma vida plena;
- Por fim, diga que tudo o que você fez foi pro bem deles e que sao todos uns mal-agradecidos! Ponha a culpa de tudo neles... SEMPRE!

segunda-feira, novembro 15, 2010

- Brasil x Alemanha 4: Pequenos (rosa) Choques Culturais

Quando a gente vem pra morar é tudo diferente. Uma coisa é ficar correndo de hotel pra hotel, estação pra estação, de ponto turístico pra ponto turístico. Quando você tem que cuidar de uma casa, lidar com os sistemas, administrar o dia-a-dia, certamente não é o mesmo. A gente tem os dois lados: é muito bom porque SÓ ASSIM você realmente experimenta a outra cultura (O turista não sabe de nada. O turista tem tudo feito pra ele. É o propósito da indústria. O turista não é bem-vindo, o turista é NECESSÁRIO.). Por outro lado, vêm os choques. Até então, os meus têm sido mínimos, pequenas coisinhas que fazem um pouco de diferença mas não mudam o „core“ da questão. 

Aqui não é fácil achar depilação, manicure… Já cabeleireiro, tem pra todo lado. Quase nenhuma loja ou supermercado aceita cartão de crédito. Você vai ao shopping, pega suas compras e depois não pode pagar se não tiver dinheiro na mão. 

Os filmes e séries da TV são dublados em alemão. Fala sério! Isso é coisa pra TV aberta, pô! Aí, você vai ao cinema e descobre que NENHUM filme está no original. TUDO dublado. Eu já não ia a certos cinemas no Rio exatamente por esse motivo. Não é agora que vou comecar a pagar cinema pra ver filme dublado… em alemão! Então, o cinema morreu pra mim. Muito triste, pois era uma das coisas que eu mais gostava de fazer.

Quando você mora numa cidade universitária, como é o caso de Bamberg, você tem muitas opções de „night“: bares, cafés, boates, festas… Em Ingolstadt tem muito pouco. Aqui o lema é a qualidade de vida e, pra eles, isso não pode ser alcancado com bares e bebedeira e gente gritando na rua. Aqui a vida é mais calma. As pessoas prezam pela saúde física e mental. Existem muitas opções de esportes de todos os tipos, desde a simples pedalada na bicicleta que TODO mundo tem, até esportes radicais. Quem quiser esticar um pouquinho, pode ir pros Alpes  ali em Garmisch Partenkirche dar uma esquiadinha ou saltar nas rampas de esqui. Temos agora a temporada de hockey e os rinks para patinação estão abertos a preço de banana. Aliás, mais baratos do que banana. Aqui, a hora custa em torno de € 2…

- Brasil x Alemanha 3: Visita de Médico


Ir ao médico é uma tortura. Não existe sistema público de saúde. Bem, o nosso no Brasil também não ajuda muito. Aqui eles fazem de tudo pra te arrancar dinheiro. Se não der, eles nem pedem exame. Os exames laboratoriais são feitos pelo médico ou, pior, pelas assistentes. Não rola pedir um exame de sangue e você levar o pedido ao S.F. e fazer lá. Eles coletam no consultório mesmo e, geralmente, são as infelizes das assistentes que fazem isso. Até agora não achei uma pessoa sequer que saiba lidar com minhas veias „hide and seek“. Nunca me machucaram no S.F. Aqui, eu fico com o braço roxo por uma semana! Da última vez, nem conseguiram achar minha veia do braço e furaram minha mão. A dor tá aqui até hoje! 

Os ginecologistas não têm avental no consultório. Como assim? Pra eles é super simples ficar totalmente pelado só porque os caras são médicos? Vai pra PQP! „Ah, mas você não poe a bunda de fora lá no Rio?“ „Na praia, né, infeliz! Todo mundo tá de bunda de fora.“ Ou seja, eles conseguem deixar uma visita já tensa ainda mais tensa. 

Na dermatologia eu tô sofrendo com o problema dos consultórios super lotados e com essa mania: Simulação: eles têm dois médicos e cinco consultórios. Aí, eles põe cinco pacientes, um em cada consultório, e os dois médicos ficam pra lá e pra cá entre as consultas. Quase nunca alguém passa tempo realmente com você e o seu problema. É horrível. Você não cria um „bond“. Ah, e se você tá com três  problemas, por exemplo, você tem que ir a três consultas. O médico não pode tratar várias coisas ao mesmo tempo. E se os cacetes dos problemas estiverem interligados? Eu quero o House!

- Brasil x Alemanha 2: Um + Dois = Feijão com Arroz

Tem gente que sempre me pergunta sobre a comida. Bem, feijão com arroz rola, sim. Arroz a gente já faz todo dia mesmo e feijão, quando eu estou com saco, eu também faço. Eu nunca mais comi feijão com arroz todo dia desde que passei 2 anos em dieta pra perder os 20 kilos que separavam minha boa forma de kibe de uma adolescência mentalmente saudável. Então, perdi o hábito. Às vezes como, às vezes não. 

O problema aqui é que não sou uma pessoa muito fã de certas carnes, o que reduz meu consumo ao frango (que aqui é mais caro) e ao peixe. Carne de porco não rola comigo e a carne de boi tem um gosto esquisito demais. Coisas que a gente não pensa: se o boi deles come outras comidas, vive em outro clima, bebe outra água, claro que o sabor da carne muda. Estranho, mas é a biologia. Então, eu não gosto da carne bovina daqui e até o Marido admite que a nossa no Brasil era melhor. 

O controle de qualidade do governo alemão é tão grande, que várias indústrias não têm o direito de produzir certos alimentos aqui. Tudo é feito com muito pouco sal e muito pouco açúcar. A mulherada alemã praticamente não tem celulite. Fato: não importa se a bicha é gorda ou não. Quer ver uma alemã na multidão, procura a que tem menos furos na perna. Minha SOGRA não tem celulite! Como é que pode isso? O governo está pra vetar o glutamato monossódico, vulgo pózinho que usamos nos caldos, sopas prontas, salgadinhos e o c***** a quatro. Já acharam várias associações do produto com alergias e outras doenças. Então, pra evitar problemas no sistema de saúde, eles agem rápido. As indústrias agora têm que rebolar pra reajustar seus produtos. 

É sempre uma neura quando a gente vai fazer compras. Eu quero minhas frutas e verduras, o que não é tão simples assim. Algumas praticamente não existem e outras vêm de fora. O melhor tomate  pra mim é o holandês, e aí o Marido implica porque o controle de qualidade deles „não é tão sério“ e então eu posso estar comendo um monte de porcaria. Pô, que saco! Já não tem meu aipim, minha farofa, meu abacaxi, minhas verdurinhas decentes e o infeliz ainda quer vetar as que eu acho? Rola sempre uma briguinha básica… ou eu compro escondido! Algumas frutas só dá pra comer enlatadas e outras como framboesas, morangos, blueberries, nessa época do ano, a gente acha congeladas em grandes pacotes. É por aí. Daí, meu digníssimo inventou essa intolerância a glútem e frutose e agora vive uma vida de arroz, frango e pão feito em casa. Eu não consigo viver assim. A comida perdeu a graça! Mas, justiça seja feita, a batata, os pães, os sorvetes e os chocolates daqui são infinitamente melhores.

- Brasil x Alemanha 1: quem ganha no Tudo pelo Social?

Viver na Alemanha é bem mais barato… em tese. A comida no supermercado, principalmente os bolos, biscoitos, chocolates, iogurtes… tudo o que faz uma compra do mês super cara no Brasil, aqui é três vezes mais barato. Também fiquei chocada com o preço dos toiletries porque os produtos são muito mais em conta. Também temos de tudo que usávamos no Brasil aqui. Pelo menos, tudo o que a globalização permite. De certa forma, quando você ainda consegue usar seus produtinhos, você não se sente, assim, tão fora de casa, né?

O que é definitivamente caro aqui é viver na seguridade e na legalidade. Normal. No Brasil é caro também,. O problema é que quase todo mundo contorna com pirataria e ilegalidade. Aqui não tem „Cat-Net“, não tem birosca, não tem ninguém fazendo „bico“. Então, pra você ter TV a cabo, por exemplo, você paga não só a TV a cabo mas também imposto para as companhias de telecomunicação para ter o direito de usufruir de telefone, internet, rádio e televisão. Não basta pagar ao provedor, à sua companhia telefônica, à sua TV… você também tem que pagar imposto além pelo direito de ter essas coisas na Alemanha. Download de filmes e séries? Esquece, baby . Nem conto a história do amigo do Marido, que se divorciou num processo briguento e teve que desaparecer com sua coleção de 6000 DVDs copiados por medo de ser delatado pela mulher! A não ser que você PAGUE por cada episódiozinho de LOST. Locadoras quase não existem. Pegar um ônibus e ir até uma alugar um filme é mais caro do que comprar o famigerado por 5 paus. Aqui, compramos todos os filmes e séries que queremos acompanhar. O problema é ter espaço depois pra guardar essa tralha toda. No início, ainda tivemos o problema do DVD player que tínhamos comprado não ler os filmes que eu trouxe do Brasil (Nunca tive esse problema no Rio. Meus DVDs liam até Machado de Assis!). Aí, devolvemos o DVD player, a loja devolveu o dinheiro e pedimos outro pela A**z*n.com. Tudo se compra pela Internet. O carinha da DHL tá mais íntimo do que meu Intimus! Toda hora vem o fulano entregar alguma coisa…

Pra tudo aqui você pecisa de seguro. Qual vai ficar cobrindo a casa, qual é a melhor para cobrir o carro, a seguridade pessoal… Sem seguro você não pode ser professor, por exemplo. Então, o professor-to-be tem que contratar uma empresa que cubra seus custos caso algo aconteça com um aluno: advogados, despesas médicas, tudo isso. Impressionante, não? As leis trabalhistas não permitem trabalho aos domingos. Ponto final. A não ser que você trabalhe nos hospitais, na policia, nos bombeiros e na indústria de turismo, você NAO PODE trabalhar no domingo. Você não pode nem aparar a grama com seu „lawn mower“. É proibido fazer barulho de maquinaria no domingo e a vizinhança pode chamar a polícia. Fato: se eu tivesse minha rotina de trabalho do Brasil aqui, eu estaria muito F****, porque domingo era só o que me restava pra cuidar do resto da vida. Mas ninguém aqui trabalha 11 horas por dia de segunda à sábado, então… Nada aqui abre aos domingos. Não tem shopping, não tem restaurante, não tem supermercado, não tem farmácia, só tem espaco na rua. Nas cidades maiores, você ainda acha a galera andando pra lá e pra cá, visitando os museus, os parques, as praças… Depois, pra comer, ou você fica pelos „cafezes“ dos museus e galerias (que são mais caros, óbvio!) ou vai ficar rodando pela rua até achar uma Gasthaus, se achar. Driblar os custos é mais difícil. O sistema é feito para que você consuma e mantenha a roda funcionando, o que faz total sentido no capitalismo. Você não pretende visitar o Deutsch Museum e depois ir comer no Geléia, né? Você vai visitar o museu e depois financiar as lojas deles, claro. Faz sentido. O problema é minha mentalidade saída de onde grande parte da economia é informal, onde todo mundo dá um jeitinho, se acostumar com isso.  

Viver aqui na Baviera é seguro e sem estresse. Não se fica olhando pra trás achando que alguém vai abrir a sua bolsa. Não é preciso saltar do ônibus porque se acha que vai ser assaltado. Não  é preciso botar o coração pra fora da boca toda vez que se pega uma via expressa por medo de algum infeliz comecar um tiroteio a qualquer momento. A palavra assalto levanta muitas sobrancelhas aqui. Quase ninguém sabe o que é isso. Não existe o medo de ir a um caixa eletrônico, de colocar a  câmera fotográfica pra fora da bolsa, de atender o celular na rua. Não existe o medo da violência que a vida de miséria proporciona. Não existe miséria.... Então, as pessoas têm que ser criativas e inventar algo pra ter com o que sofrer. Não existe a satisfação hipócrita de „ajudar o próximo“ com esmolas. Ninguém precisa da sua roupa velha, ninguém precisa do resto do seu pão. Os orfanatos quase não têm órfãos. Muitos casais que não querem filhos, NAO têm filhos. O governo faz campanha pra que as pessoas procriem mais: „Vambora fazê uns filho aê, cambada! A previdência precisa explorar essa força de trabalho!“ Não tem bicho abandonado na rua. Cachorro, por exemplo, tem quase tanto direito quanto gente. Eles entram nas lojas, nos shoppings, nos hotéis, viajam nos ônibus e nos trens. As áreas de floresta são sinalizadas pra que você não atropele as corsas e os lobos que atravessam por lá. Os bichos silvestres que você acha no seu quintal sem hibernar no período de inverno têm que ser levados às estaçoes veterinárias pra que sejam cuidados lá. Senão, quem paga multa se o bicho morrer é você! Ou seja, um ouriço pode ferrar com a sua vida! Taí, já tem um problema pra sofrer, hã!



sábado, novembro 06, 2010

- O Sequestro da Pipoca do Metrô 123

Só na minha família mesmo!

"Cara! Não! Pára tudo!
Eu pretendia escrever apenas no final da semana, manter aí uma rotina de um post grande por semana(...) Mas hoje aconteceu uma parada muito e-s-c-r-o-t-a, e eu tenho que contar.
Minha mãe queria ir ao cinema, ver esse filme d’O Sequestro do Metro 123. Que, aliás, eu recomendo, é excelente! John Travolta e Denzel Washington, para variar, dando show de interpretação, já que a maioria do filme é ao redor de um diálogo problemático entre ambos. Ao invés de levar sua namorada pra ver Bruno, leve para ver este filme. Aliás, faz tempo que eu aprendi que qualquer filme com esses dois, vale a pena ver. Mas enfiiiim
Eu encontrei minha mamy no shopping, compramos os ingressos, marcamos um 10 até dar a hora do filme, comprei minha pipoquinha e minha coca-cola mega-giga-grande-zero de 700 ml e entramos na sala. Até aí, tudo lindo…
Só que! na hora de sentar, eu bati o cotovelo no braço da poltrona, e dei um banho de pipoca na poltrona do lado. Eu já parei e fiquei olhando com aquela cara de bunda zangada – porque não foi uma cara de bunda apenas, eu fiquei com raiva! Porque tipo… Meu ingresso foi R$ 6,00. O da minha mãe também. E A PORRA DO COMBO FOI O MESMO PREÇO DOS DOIS INGRESSOS! Com 12 reais eu compro 5 toneladas de milho pra pipoca e uma coca-cola de 2l!!!!
Daí eu já coloquei a coca-cola lá no porta-copos, e me joguei na poltrona, morrendo de raiva. Daí tentei salvar o resto que sobrou dentro do pacote, só que tipo… Só sobrou uns 20% do que tinha antes, de má-vontade… Reinou aquele silêncio. Eu de birra e a minha mãe bolada porque eu tava de birra. E ela vira e diz: “- Larga de ser teimosa, vai comprar outra pipoca”! E eu disse, séria: – Não vou comprar, eu nem queria mesmo… Joguei de propósito, odeio quando gente estranha senta do meu lado… Dá pra respeitar a minha privacidade??
E aí a gente riu, o clima passou e eu disse pra ela: “Po, tem um morrinho de pipoca que está a salvo do contato com a poltrona, quando apagar tudo, eu vou tentar catar…
E aí, a Lady Murphy, aquela fdp, entra e ação! Chega uma mulher, meio que falando sozinha – com um ar meio amalucado, e senta do outro lado da poltrona pipocada. -_-’ Já fiquei bolada, . Ia ser bem mais difícil resgatar minha pipoca. E ela era meio doida, eu a ouvia falando algumas coisas no meio do filme, e ela tava sozinha… Ou não, né… Quem sou eu, com essa mente limitada, a motorista do busão pro Mundo Novo pra dizer que não tinha mais ninguém??
Po, imagina se alguém vê? Aff, que menina porca, comendo pipoca da poltrona. É praticamente uma hospedeira da gripe suína!” – Mas po, e as pipocas intactas? Com tanta gente passando fome?!
As luzes apagaram, e eu toda hora dando aquelas olhadelas pro lado, pra ver se ela não tava olhando, e poder pegar minhas pipocas. Mas como eu conseguia olhar pra tela e ao mesmo tempo notar que ela estava se mexendo, achei que a recíproca era verdadeira, engoli meu prejuízo amargo com ajuda da coca-cola e do fel na saliva, e comecei a prestar atenção no filme.
Quando o filme está quase terminando, a mulher me cutuca e pergunta:
“- Essa pipoca na poltrona foram vocês que derrubaram?”
Eu ergui a sobrancelha – sorte que estava escuro – e disse que sim. Que tinha batido o cotovelo e acabei derrubando a pipoca. E aí ela, na maior simplicidade, vira e diz:
“- Ah, tá, porque eu tô comendo, tem umas pipocas que não encostaram na poltrona, tão no morrinho, né? hehehe [!!!]
Eu confirmei, já vendo sangue escorrendo na tela do cinema, e disse que ela podia comer tranquila… Aliás, disse por educação, porque ela JÁ tinha comido. Eu que não ia pedir de volta, pra maluca vomitar ali na minha frente.
¬¬
ò_ó Vocês ENTENDERAM O QUE ACONTECEU??
A questão não é só que ela comeu a pipoca. A questão é que ela só “me comunicou” que comeu a pipoca, porque quando a criatura me cutucou, ela já tinha PASSADO O RODO NO MONTINHO. E eu lá, cheia de vergonha de alguém me pegar com a mão NA MINHA pipoca, e ela vai, na maior cara-de-pau e come! Nem pra dizer um pouquinho antes: “Ei, essa pipoca é de vocês? Tem umas que não encostaram na poltrona!” Daí a gente fazia aquela amizade, “yay, vamos todo mundo comer a pipoca do montinho!”. E eu achando que iam achar que eu era porca, mas pelo menos EU sabia da procedência da pipoca! Ela não. E se não fosse minha? E se fosse da última sessão do Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei!?
Ser tímido é uma M-E-R-D-A! Raio de defeito dos infernos!!! Sabe o que acontece com tímido? É que todo tímido é egocêntrico! Acha que o mundo todo presta atenção a tudo que ele faz, e que vão lembrar da cara dele pro resto da vida: [19 anos depois] “Olha, não é aquela garota porca que comeu aquele montinho de pipoca naquele n’O Sequestro do Metro 123, no Iguatemi, dia 16/09/2009???”
Eu queria taaaanto ser punk! Sabe… Descer a ladeira! Tipo, se alguém olhasse torto pra mim, catando as MINHAS pipocas do montinho, virar e falar assim: “Aí, quer uma pipoquinha de bunda? Tá salgadinha! HMMM!”
Moral da História: Tem sempre alguém mais escroto que você.
Mas pelo menos eu posso dizer que sou educada. -_-*"

by pcapmipla

- Hallohein?!

Esse post retirei do blog da minha prima.

Bruxas

Bem, todo mundo sabe que as bruxas malvadas foram inventadas pela Igreja Católica lá no auge do seu surto genocida, a Inquisição. Mas vamos avaliar a “figura” de uma bruxa e desmascarar algumas inverdades: geralmente são feias, velhas, usam preto, voam numa vassoura e cozinham feitiços utilizando insetos e outras coisas similares – e maioria tem um gato preto. Ah, e comem crianças…

Fato que foi homem que inventou essa alegoria toda! Um homem bem tosco, que não sabe nada sobre mulheres! E preconceituoso! Olha isso: a mulher é velha, feia e vive sozinha, com um gato – Encalhada. Voa numa vassoura: dona-de-casa! Pra mim não tem nada errado em voar numa vassoura, é o SONHO da minha vida. Ok, eu ainda prefiro teletransporte, mas entre uma vassoura e andar a pé, a Vassoura ganha batida! E ela ainda por cima deve ser burra, porque com tanta coisa pra usar pra voar (tipo sofá, cama, cadeira), ela escolhe uma vassoura! Come crianças: não serve pra casar.
E agora, a prova cabal de que este sacripanta não entende mulheres: os ingredientes das poções e feitiços! Pata de aranha, olho de morcego, rabo de lagartixa, antena de barata… QUE DIABOS!? Nenhuma mulher que se preze sequer chega perto de ingredientes desse tipo! Aliás, só duas chegariam perto disso: Sarah Connor e Cássia Eller! – E elas NÃO existem mais.
Numa versão moderna e feminina, a Bruxa seria uma bióloga feia, mas teria um magnetismo inexplicável, seria bem-sucedida, solteira, independente e… Papa-Anjo.

Vampiros / Morcegos 

Olha, eu não sou tão velha assim, mas desde que eu me entendo por gente, ser vampiro é uma maldição. Eles são cadáveres ambulantes, seres noturnos, predadores. Seduzem os mortais para se alimentar do sangue de suas veias. Viram pó se tocados pelos raios de sol. Transformam-se em morcego, névoa ou cão. Eles temem a fé dos mortais e são criaturas essencialmente malignas, egoístas e fortes… Também temem estacas no coração, água corrente e… alho. 

Estava tudo muito bonitinho, mas… alho? Pra espantar um vampiro, você usaria… alho? ALHO? Que desgraça é essa? Ele vai sugar seu sangue ou te dar um beijo na boca? Sinceramente, eu não entendo… E água corrente? Banho de rio mata, agora? Sem falar na lógica, né? 

OhMeuDeus, UM RIO!

- Psiu, vira Morcego ou Névoa e atravessa? ¬¬’
 
Não é um morcego, é um porco! Só se for. Estaca no coração. QUAL a diferença? Ele já tá morto! Só que agora, não! Ser vampiro tá na moda e é cool! “Não saio no sol porque brilho demais!” – Não é mais vampiro, é uma Barbie! Se apaixonam por mortais, o amor é lindo! São tão sentimentais e românticos. Levanta o dedo aí quem não quer um Angel, um Edward Cullen ou um Bill Compton! Eu não agüento esses vampiros bonzinhos! Eles são melhores que os príncipes encantados! – Agora me diz: vai temer um troço desses!? Piada, né?


Lobisomem

O sétimo filho do sétimo filho. Já dá pra entender porque tá em extinção, né? Com esse aí, então… Nem pisco. Aliás, queria ter um. Sempre quis ter um cão que falasse… Não tem erro, semana de Lua cheia, tranca na casinha, joga um osso e tá tudo certo. Se ele for um menino levado, você chama o Cesar Millan (O “Super Nanny” dos caninos) e ele vai ver o que é bom pra tosse…


Fantasmas (Contém Spoilers)


Ahh… Fantasmas! Fantasmas me irritam profundamente… Vamos pensar no Fantasma tradicional: Uma criatura incorpórea, ectoplasmática, que não fez A Passagem por ter assuntos pendentes na Terra. Pode estar preso a um local, a um objeto, a uma pessoa ou aos seus restos mortais. Entram na categoria fantasma as aparições e os espectros. Também são capazes de possuir brevemente um ser humano, às custas de muito esforço, e sua presença provoca um ligeiro resfriamento no ambiente, uma vez que eles usam o ar quente para manterem suas projeções. Para derrotar um fantasma, basta resolver as pendências dele, se proteger com sal (Aliás, o sal protege contra a maioria das coisas malignas que circulam por aí) ou quebrar o objeto/pessoa ao qual ele está preso.
Beleza. O cara não quis ir embora. Aí você se enfia num círculo de sal… Pausa. Vamos dar uma pausa. Sal. Um ser incorpóreo, que flutua… Não consegue passar por uma linha de sal… Pausa! Não, não… Pausa e pensa!… SAL! Isso não é um fantasma! É uma lesma! Pode ir embora tranquilo! Sem falar que se vierem com essa de “Só vou embora se você resolver meu problema“, já vai tomar um fora: Ah, vá pro Diabo que te carregue! Tu não resolveu e quer que eu resolva? Eu não ganho pra isso não, vai procurar a Love-Hewitt!

Mas o que me tira do sério são os fantasmas modernos! Tudo bem, eu não os culpo por seguir as novas tendências, se adaptarem às novas tecnologias… MAS TUDO TEM UM LIMITE! É um ser incorpóreo! Não tem casa! Não tem dinheiro! Não tem nada! Mal consegue segurar alguma coisa! E agora dão telefonemas, gravam vídeos, posam pra fotos! Pelo amor de Deus!
A Samara mora num poço no meio do naaada, ela mora na roça! Mas ela SABE quando vêem a fita de vídeo dela e SAI PRA TELEFONAR! Porra! Desculpa, vai rolar palavrão! Celular do caralho esse, hein? O meu, se bobear, a dois metros de casa perde o sinal! Qual é a operadora que você usa, amiga?! – Parece bandido na cadeia: Tá preso, mas consegue ligar numa boa!

E isso tudo porque ela queria ter uma mãe, queria que a verdade sobre ela viesse à tona e que alguém a enterrasse pra que ela descansasse em paz. Aí foi quando eu surtei de vez, né! AMIGA! Toda inteirada no mundo da tecnologia e nem pra usar um Google Earth pra marcar o poço onde tu mora e gravar na porra do vídeo cacete (Sim, vídeo cacete!), junto com um depoimento sobre a sua vida sofrida! Você é uma PÉSSIMA cineasta, e nada prática! “Olha, meu nome é Samara, [história da vida], meu poço está aqui [coordenada do Google Earth], se você está vendo esse vídeo, por favor, venha me enterrar! Obrigada“. Mas, nãaaaao! Ela inferniza as pessoas por dois filmes!!! E que história é essa de sair de dentro da TV?? Nem os Jetsons faziam isso! E em qual fio ela veio, se mora naquela roça!??? Olha… Eu fico muito estressada.
E essa mania de cabelo jogado na cara? Vai ter medo de emo agora?!? E essa fixação com água?! O GRITO! Aquele moleque! Sempre tem uma criança afetada nesses filmes. Por isso que eu concordo com a Bruxa, tem que comer todas! E vem a mulher, com o cabelo na cara, posando pra foto, e andando pelo teto – Nem o Homem-Aranha anda com tanta desenvoltura pelo teto! E aquele moleque com aquela merda daquela boca aberta =O Que raiva!

E Bruxa de Blair, o Livro das Sombras? – Você viu o livro? Eu não. Aliás, o primeiro já é ridículo, o segundo é só pra fazer você de trouxa. E como SEMPRE, uma entidade oculta muda – é, a Samara grava, e a Bruxa de Blair edita. Daqui a pouco vão oferecer serviços de filmagem de eventos! “Nós nunca dormimos no ponto! – Satisfação garantida, ou seu dinheiro de volta em 7 dias!” – o conteúdo de uma gravação…
Eu quero saber QUANDO é que vão me explicar esses fantasmas, essas afinidades por tecnologia, como eles aparecem em filmagens, tiram fotos, mandam mensagem no Twitter, fazem blog… Porque, pra mim, fantasma causa, NO MÁXIMO, uma estática! E SÓ!

Eu nem quero mais falar sobre isso, porque tô ficando nervosa! E nem ousem citar um golem desmiolado que responde pela alcunha de Frankstein!
Aí, chega Halloween e as pessoas se fantasiam dessas coisas que “Assustam”. Orra! Assusta pra caraleo! Se esses aí aparecerem na minha frente, eu vou é encher de tapa! Coisa absurda! Botar é um Exu Caveira na frente desse povo pra eles saberem o que é que dá medo! ¬_¬

Humpf… Feliz Dia das Buxas pra vocês.
bjomeliganao - by pcapmipla

Brasil x Alemanha: os blá blá blás do 7 x 1

Bem, resolvi postar no blog porque aí lê quem quiser e eu não fico flodando a timeline de ninguém. Desde a catastrófica derrota do Br...